Uso de Mudras Terapêuticos

Como Terapia Complementar à Fisioterapia das Mãos

 

Natalia de Freitas Guerreiro Ferreira*, Miriam Regina Xavier de Barros**

 

Manusear um objeto, levar a comida à boca, vestir-se, banhar-se, dar apoio, fazer um afago, um cafuné são ações tão comuns no nosso dia a dia, que nem percebemos a importância de nossas mãos. Mas já imaginou não conseguir movimentá-las ou cada movimento ser acompanhado por dor ou rigidez?

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Esta é a realidade de muitos pacientes encaminhados para o serviço de fisioterapia e que torna o trabalho do fisioterapeuta uma grande responsabilidade. Além de aliviar a dor, recuperar movimentos, força, sensibilidade, coordenação, é necessário recuperar a função das mãos, permitir o retorno para as atividades da vida diária.  A reabilitação das mãos muitas vezes é dolorosa, o que exaspera o paciente e desafia o fisioterapeuta a buscar novos caminhos.

Nesta busca de novos caminhos surgiram os mudras. Mudras? Você provavelmente já fez um mudra. Muitas vezes realizamos os mudras de maneira instintiva, quando, por exemplo, queremos agradecer e rezar e juntamos palmas com palmas, ou quando queremos abençoar e elevamos as mãos, ou mesmo quando estamos pensando, deliberando sobre algo e juntamos todas as pontinhas dos dedos e afastamos as palmas. É mais ou menos como se fosse uma linguagem pertencente à nossa essência.

A palavra mudra vem do Sânscrito e significa “gesto”, “selo” ou “chave”. Seu uso é milenar e muito utilizado no yoga, mas também encontrado em diversas outras culturas também.

Na Ayurveda e na medicina chinesa, há muito tempo se estuda os meridianos de energia que percorrem nosso corpo. Na atualidade, pesquisas confirmaram que existe um sistema circulatório de energia. Por esses canais fluem os biofótons e nas mãos encontramos um grande número destes canais de energia. Desta forma, conforme combinamos as nossas mãos, podemos acessar essa energia, fazendo-a fluir, direcionando para os locais desejados. Assim, os mudras nos auxiliam a ampliar, reestabelecer ou equilibrar este fluxo de energia pelo corpo e, com isso, obter vários benefícios como, por exemplo, melhoria na respiração, relaxamento da musculatura, alivio de dor, aumento do bem estar e vitalidade.

 

Pensando em todas essas possiblidades do uso terapêutico dos mudras, foram selecionados alguns para complementar a fisioterapia. No início a intenção era apenas relaxar as musculaturas envolvidas com as mãos e toda a cintura escapular e trazer alívio de dor. Mas com o tempo, os pacientes ficaram mais engajados e envolvidos com a prática dos mudras e até mesmo com a fisioterapia.